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7.12.2013

Dois campi, uma História

Olá!

Faz um bom tempo que não registro nada aqui sobre minha jornada. Esta primeira metade do ano foi bem dinâmica e diversa. O primeiro trimestre do mestrado já se foi e um outro novo já começou. Há algumas semanas estava entregando meus trabalhos finais do trimestre e agora estou oficialmente no segundo trimestre. Na igreja estamos vivendo algo bem legal com o grupo de jovens. Estamos elaborando uma estratégia evangelística e social bem interessante na perspectiva da missão integral. Em meio a todo esse turbilhão de coisas novas, confesso que as coisas voltadas pro ministério estudantil ficaram meio inertes. Foi um período (na verdade, parece ainda parece estar sendo) de adaptação. No entanto, ultimamente alguns acontecimentos têm me estimulado a retomar o ritmo e continuar fazendo parte do mover de Deus energicamente.

Embora minha presença na universidade onde me formei seja mínima atualmente, ainda continuo ajudando o movimento ali. Nesta etapa tenho buscado ajudar os estudantes atuando como voluntário. Ainda preciso muito sintonizar a minha agenda a essa realidade de voluntariado do movimento, mas as coisas estão se ajustando. Ainda com relação ao ministério estudantil, coisas novas tem acontecido e me alegrado muito. Para narrar tais coisas, uma pequena retrospectiva.

Em 2012 tomei a decisão de cursar o mestrado acadêmico, embora estivesse pensando também a respeito do ministério integral no movimento estudantil. Fiquei receoso, mas entendi que tal decisão não significava um fechar de portas. Ao contrario, cogitei a possibilidade de Deus poder usar este tempo de  2 anos para algo especial, além das muitas demandas acadêmicas. Quando este pensamento me veio a mente a sensação era muito boa. No inicio do curso as coisas foram ficando caóticas, e parecia ser difícil realizar aquilo que eu tinha cogitado em meu coração. O tempo passou, junto com os artigos, trabalhos, aulas etc. Até que um belo dia um amigo me apresentou a um amigo seu que era estudante de graduação da instituição onde curso o mestrado. Entramos em contato rapidamente e logo pude compartilhar com ele meu ideal. Seria este então o começo, o realizar daquilo que eu tinha cogitado? Dias se passaram e recebi a noticia de que um outro estudante de graduação do CEFET-RJ estaria presente no Congresso Estudantil Alfa e Ômega. Fiquei animado! Pude conhecê-lo pessoalmente no congresso. Dias antes do congresso ainda descobri mais um estudante cefetiano no Facebook desejoso em fazer parte de um movimento espiritual  no seu campus. Mais dois amigos daquele primeiro rapaz que conheci também manifestaram interesse e assim começaram a fazer parte disso. Wow! Ainda no congresso, pude conhecer uma estudante de psicologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA), que estava super interessada em começar um movimento lá. Além desta estudante, havia outra da UVA também no Congresso, mas que só fui conhecer depois, no Facebook. Sentimos que deveríamos então começar algo. Não somos muitos, mas a quantidade não impede o servir. Precisávamos começar a nos mover. Abraçamos a ideia de juntar o grupo do CEFET e da UVA e assim criamos o Alfa e Ômega UVA-CEFET. Bem, é estranho dizer isto, ainda me assusta, haha, mas, que maravilhoso! Gloria a Deus por isto. Iniciamos nossos encontros no CEFET e temos refletido sobre o que é ser movimento, quais nas características de um movimento espiritual e como podemos alcançar nossos amigos e outros estudantes ao nosso redor. Estamos nos conhecendo aos poucos e oro a Deus pra que nos conceda momentos de crescimento, aprendizado, comunhão e amizade.
Bem, que doideira! Um mestrando se metendo nessa de movimento espiritual no campus. Eu entendo que isso vale muito a pena. Quero fazer parte da Historia de Deus onde estiver. Como um pincel, quero ser usado para pintá-la e ajudar outros a ver as cores e a beleza de Deus. Há um relacionamento a ser estabelecido. Ha uma oportunidade de conhecê-lO pessoalmente, e muitos não enxergam isto. Oro pra que nos, AeO UVA-CEFET possamos ser usados para isto, para ajudar pessoas a saberem dessa oportunidade e assim conhecerem a Deus pessoalmente, estando juntos conosco, num mesmo caminhar.
Esteja orando por este movimento, por estes dois campi (CEFET-RJ e Universidade Veiga de Almeida), pra que possamos ter ousadia e estratégias para alcançar estudantes ali. Ore pelo meu curso de mestrado também e pra que eu possa estar sempre disposto ajudando estes estudantes do meu campus atual a se desenvolverem como lideres espirituais dentro e fora do movimento.

That's all, folks!

Sam

6.14.2012

Retiro Alfa e Ômega Rio 2012


No feriado de 7 a 10 de junho, universitários de algumas universidades do Rio de Janeiro vivenciaram um clima de comunhão, crescimento e descontração. O Retiro do Movimento Estudantil Alfa e Ômega foi um grande marco em nossa linha do tempo. Partidas de UNO, altas conversas, rodinhas de voz e violão, amizades, chuva,  frio e muita animação fizeram destes meus quatro dias uns dos mais marcantes do meu ano. Um momento inesquecível, com certeza. Juntos, estudantes e missionários separaram esses dias para discutir a situação da nossa rotina quanto movimento espiritual cristão em nossas universidades e assim então pensar sobre novas idéias e estratégias relevantes para que o nosso objetivo se cumpra em meio aos universitários de nosso Estado.


Foi fantástico ouvir um pouco do que acontece em cada campus. Pude sentir através das palavras de meus amigos um pouco do grau de dificuldade que eles enfrentam. Dificuldades tão grandes quanto aos que enfrento com meus amigos na UERJ. Analisando a situação na qual nos encontramos quanto movimento espiritual, entendemos que Deus quer nos usar para que grandes coisas aconteçam através de nós, para que o Seu Nome seja glorificado. Cristo é o centro, o Seu amor é o que nos move e o Seu propósito é o nosso também. Desejamos ver mudanças em nossas universidades e pra isso precisamos nos levantar. Deus colocou recursos em nossas mãos e é extremamente urgente que venhamos usá-los. Estamos em um lugar estratégico, de onde pessoas influentes emergirão e atuarão a alguns anos em nossa sociedade. Existe algo além dos livros, das filosofias e dos diplomas que todo universitário precisa, e nós devemos compartilhar com eles.

Passei por uma experiência muito legal ao mediar alguns grupos de discussão. Conversando com estudantes da UERJ, UFF, UFRJ (CT, Reitoria, Praia Vermelha, FND e CCS) e UGF, abordei como tema o nosso escopo, o nosso objetivo quanto movimento espiritual na universidade. Assim como um pescador, precisamos realizar a pesca em nossas universidades, compartilhando o amor de Cristo com aqueles que não conhecemos. Precisamos ser ousados nessa pesca, porém, muitas vezes nos sentimos impedidos pelas circunstâncias: as autoridades em nossas universidades, os recursos, as poucas pessoas envolvidas etc. No entanto, estas coisas não podem impedir que façamos a obra. Fomos chamados para isso e quem nos capacita é o próprio Deus. Unicamente dEle devemos depender, unicamente dEle vem tudo o que precisamos. O nosso objetivo é alcançar pessoas de forma com que elas tenham pelo menos a oportunidade de terem escutado a respeito do Cristo e sua graça redentora.  Precisamos compartilhar também com os que conhecemos, investindo nos relacionamentos, investindo nossa vida útil por inteiro nas vidas que nos cercam.
Foi bom poder ouvir o que os estudantes têm pensado em fazer em seus campi. Senti-me muito inspirado e refleti muito sobre a situação em minha Universidade. Pensei em algumas estratégias novas, senti-me estimulado a dar alguns passos. É hora de algo novo acontecer e essa é a minha expectativa para as universidades do Rio ainda neste ano.

Algo que me marcou muito foi a presença de muitos estudantes novos. Fiquei muito feliz quando cheguei ao local e vi aquela quantidade toda de novos universitários se inserindo no contexto do nosso Movimento. Isso me encheu de ânimo, e de esperança. A cada dia via cada um deles num processo de assimilação de seus papéis quanto cristãos universitários e o quão importante eles são para que mudanças ocorram em seus meios de estudo. Tudo que realmente desejava ao me conectar com eles era simplesmente transmitir a eles o meu apoio, dizer que eles podem contar comigo para o que precisarem e que estou pronto para auxiliá-los em suas jornadas no ministério. É bem interessante olhar para mim hoje e me ver diferente, ver-me com prontidão para ajudá-los, unindo-me a eles e compartilhando um pouco do que tenho aprendido com o crescimento que Deus me tem proporcionado. Foi muito divertido estar com esses estudantes e aprender coisas novas com eles. Foi bom criar novos vínculos. Através de tudo o que aconteceu nesses dias, Deus tem me inspirado com a perspectiva do NOVO. Muita coisa já aconteceu desde janeiro, estudantes novos apareceram, coisas mudaram, perspectivas tornaram-se mais claras.
Para mim, o Retiro AeO foi apenas o início de algo grande, bom e novo que Deus quer realizar no nosso Estado. Estudantes se levantando para ser referência de juventude em todo Rio de Janeiro, refletindo o caráter, os princípios, a vida, o amor e a alegria de Cristo, portador da vida abundante e merecedor de toda glória neste Universo.



E eu só quero agradecer, Deus; eu quero agradecer Você por estar me dado os melhores dias da minha vida.




Sam

5.17.2012

Fazendo Discípulos


O mês de maio começou há pouco. As rotinas de provas e trabalhos já começaram e o clima no campus começa a ficar um pouco mais tenso. É normal os estudantes comparecerem em menor número às reuniões. Quando os encontramos pelo campus e comentamos que sentimos falta deles no último quebra-gelo a resposta é sempre esta: precisei estudar para as provas da semana. No meu caso, passei uns dias estudando para uma prova e me dedicando mais intensamente para as atividades do estágio nessas semanas. Isso me tirou um pouco do tempo que costumo gastar nas atividades do ministério com os estudantes no campus.

Como já comentei, sou um cara muito relacionador. Gosto de estar com as pessoas, de caminhar com elas, conhecê-las. Por isso, uma das coisas mais legais do meu ministério pessoal é o discipulado. Como eu amo isso! Lembro-me de quando comecei a discipular os meus atuais discípulos. Sentia-me muito despreparado e percebia que em meu relacionamento com eles não era havia tanta proximidade como eu desejava. Eu fui aprendendo com o tempo, com a convivência. Aprendi que discipular é investir sua vida em pessoas. É amá-las, querer bem, ajudá-las a caminhar, andar lado a lado. É ser amigo sim, ouvir, compartilhar, direcionar, aprender. Hoje eu consigo enxergar todo esse amadurecimento em mim e o crescimento que a eles foi proporcionado. Foi algo mútuo, crescemos juntos. Hoje eu me sinto muito feliz ao ver que cada um destes discípulos tem progredido em suas caminhadas espirituais e em suas vidas ministeriais. Eles têm crescido. Eu vejo os frutos. E o mais fantástico de tudo é ver esses frutos querendo gerar novas árvores, das quais frutos também brotarão com o tempo.
Discipular alguém é algo que me dá prazer, simplesmente pelo fato de estar ajudando alguém em sua caminhada com Cristo e estar contribuindo para que um dia ela também possa ter essa mesma visão de multiplicação espiritual. É algo que também muito me edifica. A cada dia vou crescendo, e me conhecendo mais. 
De uns tempos para cá, comecei a me perguntar e ser incomodado com a seguinte questão: como posso fazer isso na minha realidade ministerial fora da Universidade? Segui orando e a cada dia ia me encantando com a ideia de iniciar um discipulado na minha igreja local.
Há pouco tempo, um garoto começou a ir na igreja em que congrego. Ele é novo por lá, não tendo vivido ainda também o momento da conversão. Pensei a respeito dele e senti no meu coração de começar a conversar com ele a respeito de assuntos espirituais, dando a ele a oportunidade então de conhecer a Jesus Cristo e caminhar com Ele. Há duas semanas conversei com ele, e ele gostou muito da ideia de termos estudos, conversarmos sobre assuntos espirituais e ajudá-lo a tirar as dúvidas que povoam a sua mente. Ele de fato ficou muito feliz com esse convite que eu o fiz. Fiquei encantado, maravilhado. O interesse dele em fazer parte daquilo tudo que eu estava sonhando em meu coração semanas antes foi algo incrível! Desta forma, semana passada nós já começamos nosso primeiro encontro, no qual fizemos um estudo investigativo que fala sobre Jesus e iniciamos uma amizade.

Estou muito feliz com isto tudo. O discipulado tem sido algo que me traz muita satisfação ao ver vidas sendo transformadas, edificadas. Estar caminhando com uma pessoa nova na fé, ajudando-a a crescer em sua jornada de fé, a conhecer Jesus e a se relacionar com Ele é algo com o qual eu sempre sonhei. Outra alegria é ver os meus antigos discípulos iniciando então seus discipulados com novos estudantes que conheceram nosso grupo recentemente. É engraçado como se consegue enxergar o potencial que eles têm isso nos estimula ainda mais a vê-los sendo capacitados para um dia estarem liderando e fazendo novos discípulos.

Vim compartilhar hoje a respeito de discipulado justamente também por ter sido tema de nossa última reunião mensal, o Quebra-Gelo Metro. Nesse grande encontro, estudantes de diversas universidades do Estado do Rio de Janeiro se unem em louvor a Deus, em oração e em comunhão. Fomos maravilhosamente ministrados acerca do discipulado através de uma missionária do ministério Brasil Musica e Missão (BMM). Depois daquela reunião, eu me senti mais empolgado ainda a perseverar nessa caminhada de discipulado, ajudando na formação destes meus amigos. Como a missionária disse, baseando-se na passagem de João 15, como ramos, nós devemos gastar toda nossa energia para frutificar. Toda nossa vida útil é para frutificar, assim como Jesus fez. Andar como Ele andou, falar como Ele andou, comportar-se como Ele. Ele não apenas deu a vida, mas Ele é a vida. 

Sam